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SINDEP participa de audiência na ALMG e critica negativa do Governo à recomposição salarial

  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

O Sindicato dos Escrivães de  Polícia e Oficiais Investigadores de Polícia Civil de Minas Gerais (SINDEP-MG), representado pelo presidente Marcelo Horta e as diretoras Aline Risi e Raquel Faleiro, estiveram  presentes, nesta terça-feira (24/03), na audiência pública realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que debateu a recomposição das perdas inflacionárias dos profissionais da segurança pública.

A reunião, promovida pela Comissão de Segurança Pública, reuniu representantes de diversas categorias, como policiais civis, militares e penais, bombeiros e agentes socioeducativos. Em pauta, a reivindicação de recomposição salarial de 52,33%, referente às perdas acumuladas entre 2015 e 2025.

Logo no início da audiência, o Governo do Estado, por meio do subsecretário de Gestão de Pessoas da Seplag, Caio Magno Lima Campos, afirmou que não há possibilidade de atender à recomposição específica para a segurança pública neste momento, limitando-se à revisão geral de 5,4% já anunciada para todos os servidores.

SINDEP reforça cobrança por valorização

Representando o SINDEP-MG, o presidente Marcelo Horta participou da mobilização e reforçou a necessidade de valorização efetiva dos profissionais da segurança pública, especialmente diante do cenário de defasagem salarial e sobrecarga de trabalho.

Segundo Horta:

“É inaceitável que, após uma década de perdas acumuladas, o governo trate a segurança pública com uma recomposição genérica que não reflete a realidade das nossas carreiras. Estamos falando de profissionais que sustentam o funcionamento do Estado, muitas vezes com efetivo reduzido e estrutura precária.”

O presidente do sindicato também destacou a insatisfação generalizada da categoria diante da negativa do Executivo:

“O que vimos hoje foi um desrespeito com quem está na linha de frente. A segurança pública não pode ser tratada como despesa comum. É investimento essencial. Se não houver valorização, o impacto será direto na qualidade do serviço prestado à população.” Para o presidente do SINDEP-MG, Marcelo Horta, a participação ativa da categoria é fundamental para pressionar o governo e garantir avanços concretos:

“Quando o policial ocupa a Assembleia, quando ele participa, se posiciona e mostra a sua realidade, o recado é claro: não vamos aceitar o silêncio nem a falta de valorização. A nossa presença aqui é o que dá força à cobrança.”

Horta também reforçou que nenhuma conquista virá sem mobilização:

“A história mostra que direito não é concedido, é conquistado. E só há conquista quando a categoria está unida, mobilizada e disposta a pressionar. É isso que faz o governo sair da inércia. Este governo é mentiroso e cruel. São narrativas mentirosa e tentam criar uma Minas Gerais ilusória”.

Durante a audiência, também foram feitas críticas à ausência de cumprimento da Lei 24.260/2022, que determina a transparência na divulgação anual do índice inflacionário pelo Executivo, além de questionamentos sobre prioridades do governo em relação a outras categorias do funcionalismo.

A declaração gerou forte reação entre os presentes. O presidente da Comissão de Segurança Pública, deputado Sargento Rodrigues, destacou a defasagem histórica enfrentada pelas categorias, apontando que, enquanto o IPCA acumulado no período chegou a 82,34%, os reajustes concedidos somaram apenas 30,01%.

Mobilização e próximos passos

A audiência foi marcada por manifestações de indignação e pela defesa, por parte das entidades representativas, da adoção de medidas mais contundentes, como o trabalho em regime de estrita legalidade (operação padrão), caso o governo não avance nas negociações.

O SINDEP-MG segue acompanhando de perto as discussões e reforça a importância da mobilização da categoria na luta pela recomposição salarial e valorização dos servidores da segurança pública em Minas Gerais.

SINDEP-MG —O Sindicato que defende o Oficial Investigador de Polícia em Minas Gerais. 


 
 
 

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