ESCRIVÃO NOTA 10 — SETEMBRO
Túlio César: 17 anos de Polícia Civil, compromisso com a investigação e uma trajetória marcada por resultados
Da juventude ao amadurecimento profissional, o Escrivão Túlio César Nunes Costa Pires construiu uma história de dedicação à Polícia Civil de Minas Gerais, com atuação em investigações de homicídios, tráfico de drogas, latrocínios e no fortalecimento da cadeia de custódia.

Aos 19 anos, Túlio César tomou uma decisão que mudaria sua trajetória: ingressar na Polícia Civil de Minas Gerais. O que começou com a busca por estabilidade profissional rapidamente se transformou em uma carreira marcada por desafios, aprendizado, reconhecimento e, principalmente, compromisso com a sociedade.
Hoje, com 17 anos de carreira, o Escrivão está lotado na Delegacia de Polícia Civil de Nova Era e também atua como examinador da Banca Examinadora de João Monlevade.
Sua história na Polícia Civil começou em 2009, na Delegacia de Polícia de Belo Oriente, vinculada à 1ª DRPC de Ipatinga. Foi ali que, ainda muito jovem, começou a compreender a dimensão da responsabilidade que carregava.
“A pouca idade e a falta de experiência e maturidade são complicadores para um início tão jovem em uma carreira com atribuições tão complexas e de grande responsabilidade como a de Escrivão de Polícia.”
Com o tempo, vieram a experiência, os desafios e também os ensinamentos daqueles que cruzaram seu caminho. Para Túlio, a convivência com colegas mais experientes foi fundamental para transformar os obstáculos do início da carreira em aprendizado.Ao longo dos anos, Túlio esteve envolvido em diferentes frentes da atividade policial.
Entre 2013 e 2014, atuou em trabalhos de combate ao tráfico de drogas em Nova Era, São Domingos do Prata e São José do Goiabal. Entre 2016 e 2019, na Delegacia Regional de João Monlevade, participou de investigações relacionadas a homicídios e tráfico.
Um dos períodos mais marcantes veio entre 2020 e 2021, quando participou da apuração de três latrocínios ocorridos em São Domingos do Prata em apenas dez meses. O trabalho investigativo resultou na condenação de todos os autores. Nos últimos quatro anos, já em Nova Era, Túlio destaca a atuação da equipe na manutenção de uma alta taxa de elucidação de homicídios.São experiências que ajudam a explicar uma das principais convicções do Escrivão: investigação policial não é trabalho individual. É resultado de uma equipe.
O Escrivão que ajuda a transformar investigação em Justiça
Para Túlio, existe uma responsabilidade essencial no trabalho desenvolvido pelo Escrivão de Polícia: garantir que a investigação seja formalizada de maneira correta e possa seguir seu caminho dentro da Justiça.
“O Escrivão de Polícia é o garantidor da legalidade do inquérito policial.”
É nessa função que a organização da burocracia policial deixa de ser apenas uma tarefa administrativa e passa a ter impacto direto na responsabilização de quem comete um crime.
Cada procedimento, cada documento e cada etapa corretamente formalizada contribuem para que o trabalho desenvolvido pela equipe investigativa chegue ao Ministério Público e ao Poder Judiciário com segurança jurídica.
Entre as experiências recentes que marcaram sua atuação está a implementação da FAV e da Central de Custódia no 12º Departamento, pouco depois de sua chegada à Delegacia de Nova Era. Para Túlio, a mudança representou um avanço significativo na preservação e no controle dos bens relacionados às investigações.
Mais do que uma mudança de procedimento, a cadeia de custódia trouxe mais segurança, organização e tranquilidade para quem está diariamente na linha de frente da atividade policial. E essa experiência reforça uma visão que Túlio carrega para o futuro: a Polícia Civil precisa continuar modernizando seus processos e distribuindo melhor as responsabilidades entre suas carreiras.
Reconhecimento que veio do trabalho
A dedicação também rendeu reconhecimento.
Em 2013, Túlio recebeu Honra ao Mérito da Câmara Municipal de Nova Era, em razão dos trabalhos realizados no combate ao tráfico de drogas no município.Dez anos depois, em 2023, foi indicado pelo Delegado Regional para receber o título de Operário do Ano nos quadros da Polícia Civil, na Câmara Municipal de João Monlevade.
Além da atividade como Escrivão, sua atuação como Examinador da Banca Examinadora de João Monlevade também já foi marcada por situações que exigiram firmeza e compromisso com a legalidade, incluindo a participação em prisões de candidatos que tentaram oferecer dinheiro para obter facilidades na obtenção da CNH.
Para o futuro: uma Polícia Civil mais moderna e integrada
Quando olha para os próximos anos da Polícia Civil, Túlio defende uma instituição mais moderna, com melhor divisão do trabalho e valorização das equipes.
Para ele, o modelo de investigação precisa acompanhar as transformações da sociedade e permitir que as diferentes competências profissionais sejam aproveitadas de maneira mais eficiente.É nesse contexto que ele também vê com bons olhos a perspectiva do Oficial Investigador de Polícia e do trabalho integrado entre as funções.A experiência vivida por ele em diferentes unidades do interior mostra que essa integração já acontece, na prática, em muitas Delegacias.
Para Túlio, reconhecer essa realidade e modernizar a estrutura pode significar não apenas melhores condições para o policial, mas também um serviço mais eficiente para a população.Por trás do profissional que enfrenta investigações complexas, existe também um homem que aprendeu a importância de estabelecer limites entre o trabalho e a vida pessoal.
Para Túlio, uma das maiores lições de sua trajetória é saber deixar o serviço na Delegacia quando chega a hora de voltar para casa.Nesse equilíbrio, a família ocupa um lugar central.Primeiro, pelos pais, que ofereceram a base necessária para que ele estudasse e alcançasse a carreira pública. Depois, pela esposa e pelo filho, que se tornaram seus principais pilares de sustentação.
“É por quem a gente vai à luta todos os dias para poder dar uma vida melhor.”
É também nessa dimensão que se revela outra característica de sua trajetória: a importância da presença, da família e do exercício de uma paternidade ativa, aliadas à prática regular de atividade física e à busca por uma vida que não seja definida apenas pelo trabalho.
17 anos depois, a mesma missão
A estabilidade que motivou um jovem de 19 anos a prestar o concurso foi apenas o começo.
Dezessete anos depois, a história de Túlio César é feita de investigação, responsabilidade, parceria, reconhecimento e compromisso com a Polícia Civil e com a sociedade mineira.De Belo Oriente a Nova Era. Das investigações de tráfico aos casos de homicídio e latrocínio. Da atividade como Escrivão à atuação como Examinador. Das primeiras inseguranças da juventude à experiência de quem hoje conhece profundamente a responsabilidade de sua função.
É uma trajetória que representa aquilo que o SINDEP/MG acredita que deve ser valorizado: o trabalho policial feito com conhecimento, responsabilidade, integração e compromisso com o resultado.
PARABÉNS, TÚLIO!
O SINDEP/MG parabeniza o Escrivão Túlio César Nunes Costa Pires pelo trabalho desenvolvido ao longo desses 17 anos de Polícia Civil, pelo compromisso com a investigação, pela dedicação à equipe e pelos relevantes serviços prestados à sociedade.
Túlio, sua trajetória mostra que grandes resultados são construídos todos os dias, por profissionais que entendem a dimensão da missão que escolheram cumprir.
Você é o nosso Escrivão Nota 10 de setembro!



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