SINDEP Debate recebe Gabriel Azevedo para discutir segurança pública, modernização da Polícia Civil e credibilidade do Estado
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O SINDEP realizou mais uma edição do Sindep Debate, podcast que tem como objetivo ampliar o diálogo com os filiados, policiais civis e a sociedade sobre temas centrais da segurança pública em Minas Gerais. O convidado desta edição foi Gabriel Azevedo, advogado, professor, ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e pré-candidato ao Governo de Minas.
O episódio teve como foco a segurança pública, a modernização da Polícia Civil, a Lei Orgânica Nacional, a PEC da Segurança Pública e os impactos da falta de investimentos estruturais na vida dos policiais e da população.
Logo na abertura, o debate foi contextualizado a partir de uma crítica direta ao atual governo estadual. Para o SINDEP, após quase oito anos de mandato, qualquer anúncio ou iniciativa na área da segurança pública carece de credibilidade e soa como desespero eleitoral.
“Quem não fez antes, quer enganar agora para não fazer nada depois. Enquanto isso, o povo sente o problema no cotidiano, com medo de sair de casa, de perder seus bens e, principalmente, a própria vida.”
Vivência familiar e diagnóstico da segurança em Minas
Filho de policial civil, Gabriel Azevedo destacou que crescer dentro desse ambiente moldou sua percepção sobre o valor do serviço público e as dificuldades enfrentadas diariamente pelos policiais, incluindo mudanças frequentes de residência, jornadas exaustivas e falta de reconhecimento institucional.
Ao analisar o cenário atual da segurança pública em Minas Gerais, Gabriel foi enfático ao apontar falhas estruturais graves, como:
déficit histórico de efetivo;
delegacias sucateadas;
ausência de investimentos em tecnologia e inteligência;
desvalorização salarial acumulada, com perdas superiores a 44% frente à inflação.
Segundo ele, o Estado falha tanto com a Polícia Civil quanto com a população, ao não tratar a segurança pública como política de Estado.
Polícia Civil, democracia e o policial do século XXI
Durante o debate, foi reforçado o papel essencial da Polícia Civil dentro do Estado Democrático de Direito, especialmente no que diz respeito à investigação qualificada, à produção de provas e à garantia de direitos.
A conversa avançou para a Lei Orgânica Nacional das Polícias Civis, que já está em vigor e estabelece um novo modelo de organização, com foco na ampliação de prerrogativas, racionalização de funções e construção de um policial completo, preparado para atuar de forma integrada na investigação criminal.
O SINDEP destacou que diversos estados já avançaram na implementação da lei, enquanto Minas Gerais segue atrasada, colocando a instituição em risco de isolamento institucional e perda de eficiência.
Gargalos estruturais e abandono da segurança pública
Ao tratar da gestão Zema/Mateus Simões, o debate evidenciou o abandono da segurança pública em Minas Gerais. A falta de concursos, o sucateamento das unidades policiais e a ausência de recomposição salarial contribuem diretamente para o aumento dos índices de violência e para o sentimento de insegurança da população.
Para Gabriel Azevedo, o fortalecimento da Polícia Civil passa por:
planejamento de longo prazo;
recomposição do efetivo;
valorização salarial real;
modernização administrativa;
cumprimento integral da Lei Orgânica Nacional.
PEC da Segurança, carreira única e o risco de ficar para trás
Outro ponto central do debate foi a PEC da Segurança Pública e os debates nacionais sobre a modernização das polícias. A necessidade de uma carreira única e orgânica, capaz de dar mais eficiência, reconhecimento e racionalidade ao trabalho policial, foi destacada como inevitável.
Segundo o convidado, Minas Gerais precisa se posicionar e agir, sob pena de ficar para trás em um processo que já está em curso no país.
Cidades, urbanismo e prevenção ao crime
Especialista em políticas urbanas, Gabriel Azevedo também abordou como o Estado pode articular melhor com os municípios para utilizar o urbanismo como ferramenta de prevenção ao crime, por meio de iluminação pública adequada, ocupação dos espaços urbanos, mobilidade e integração com a investigação policial.
Tecnologia, inteligência e aproximação com a sociedade
O debate também tratou da necessidade de reduzir a burocracia excessiva e investir em inteligência policial e novas tecnologias, tanto para melhorar a investigação criminal quanto para aproximar a Polícia Civil da população e qualificar o atendimento nas delegacias.
Compromissos com a categoria Policial Civil
Na reta final, Gabriel Azevedo respondeu perguntas enviadas ao vivo por mais de 300 participantes, abordando temas como:
déficit de efetivo na Polícia Civil;
planejamento financeiro para modernização institucional;
unificação de cargos da base;
aplicação imediata da Lei Orgânica Nacional;
recomposição salarial diante de perdas acumuladas de cerca de 45%.
O convidado afirmou que, caso eleito, pretende assumir compromissos claros com a valorização da Polícia Civil e o cumprimento da legislação nacional.
Encerramento
O SINDEP encerrou o episódio reforçando que o Sindep Debate é um espaço permanente de diálogo, crítica e construção de soluções reais para a segurança pública em Minas Gerais.
“A Polícia Civil não pode ser usada como instrumento eleitoral. Segurança pública exige seriedade, planejamento e respeito aos policiais e à população.”
📌 Assista ao episódio completo em nossos canais oficiais e acompanhe as próximas edições do Sindep Debate. https://www.youtube.com/watch?v=YhWKMUM3N10




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