Raquel Faleiro debate violência contra crianças e adolescentes no 10º Congresso Brasileiro sobre Mulheres na Polícia
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A diretora de Comunicação do SINDEP, Raquel Faleiro, participou na manhã desta quinta-feira (21) do ciclo de palestras do 10º Congresso Brasileiro sobre Mulheres na Polícia, realizado em Belo Horizonte. Ao lado da diretora de Assuntos da Mulher do SINDEP, Aline Risi, que também integra a coordenação do evento, Raquel levou ao debate um dos temas delicados e desafiadores da atuação policial: a violência contra crianças e adolescentes.
O congresso reúne representantes das forças de segurança pública de todo o país para discutir valorização profissional, equidade de gênero, saúde mental e os desafios enfrentados pelas mulheres nas instituições policiais. Participam do encontro integrantes das Polícias Civis, Polícias Militares, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Corpos de Bombeiros Militares, Polícias Penais, Guardas Civis Municipais, agentes socioeducativos, Forças Armadas, além de pesquisadores e representantes da sociedade civil.
Durante sua palestra, Raquel Faleiro destacou que os crimes praticados contra crianças e adolescentes desafiam a lógica tradicional da investigação criminal, justamente por ocorrerem, na maioria das vezes, de forma silenciosa, sem testemunhas e dentro do próprio ambiente familiar.
“Estamos falando de crimes ocultos, muitas vezes praticados por pessoas próximas da vítima. O espaço que deveria representar acolhimento e proteção acaba se tornando um ambiente de risco”, destacou.
A diretora também enfatizou que, nesses casos, a principal prova frequentemente é o relato da vítima, uma vítima que pode estar emocionalmente fragilizada, com medo, vergonha, sentimento de culpa ou até vínculo afetivo com o agressor.
Raquel chamou atenção para o fenômeno da subnotificação, explicando que grande parte dos casos sequer chega ao sistema de justiça devido à dependência emocional, econômica e psicológica das vítimas em relação ao agressor, especialmente quando a violência ocorre no ambiente intrafamiliar.
Outro ponto abordado foi a complexidade da escuta especializada de crianças e adolescentes vítimas de violência. Segundo ela, a atuação policial exige preparo técnico, sensibilidade e responsabilidade jurídica, considerando as dificuldades de verbalização, o desenvolvimento cognitivo e a vulnerabilidade emocional das vítimas infantis.
“Por isso, a atuação policial nesses casos não pode ser apenas repressiva. Ela precisa ser técnica, protetiva, humanizada e juridicamente qualificada”, afirmou.
O SINDEP reforça a importância de espaços como o Congresso Brasileiro sobre Mulheres na Polícia para ampliar debates fundamentais sobre proteção, acolhimento, saúde das profissionais da segurança pública e fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência.
📢 Amanhã (22) acontece o último dia de palestras do congresso, com uma programação especial voltada ao fortalecimento das mulheres nas instituições policiais e à troca de experiências entre profissionais de todo o Brasil.
O SINDEP convida toda a categoria a participar desse importante momento de construção, diálogo e valorização das mulheres na segurança pública.
Sindep: o sindicato que defende o oficial investigador em Minas Gerais.


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