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Falha generalizada em sistemas nesta segunda-feira trava rotina da Polícia Civil em Minas 

  • há 17 horas
  • 3 min de leitura

O Sindep/MG recebeu, ao longo desta segunda-feira (27/04), uma nova onda de reclamações de policiais civis de diversas regiões do estado relatando o completo travamento dos sistemas institucionais. Segundo os relatos, nada funciona de forma adequada: procedimentos simples têm levado até duas horas para serem concluídos, quando conseguem.

A instabilidade atinge diretamente ferramentas essenciais como PCNet, REDS e sistemas de autenticação (token), inviabilizando o fluxo normal de trabalho nas unidades. Na prática, trata-se de um verdadeiro apagão no funcionamento rotineiro da segurança pública em Minas Gerais.

Com os sistemas fora do ar ou operando de forma extremamente lenta, há impacto direto na atividade investigativa. Não é possível avançar com procedimentos, registrar ocorrências com eficiência ou sequer prestar informações adequadas à população. O resultado é a paralisação parcial das investigações e o comprometimento do atendimento ao cidadão.

O problema, no entanto, não é novo. O Sindep já vinha alertando, desde 2025, sobre falhas graves na estrutura tecnológica da Polícia Civil, especialmente após a tentativa de integração com o sistema judicial. Antes mesmo da suspensão deste processo, já eram frequentes os relatos de travamentos, lentidão extrema e até desaparecimento de peças de investigação dentro do sistema. Fizemos encaminhamento direto à chefia da Polícia Civil. Mesmo assim, as instabilidades persistem e, em alguns casos, se intensificaram após a integração com o sistema judicial PJe. 

As falhas vêm sendo registradas de forma constante por policiais civis em todo o estado. Durante visitas de inspeção realizadas pelo Sindep na última semana às unidades dos vales do Mucuri, Jequitinhonha e Rio Doce, foi constatada insatisfação generalizada com os sistemas, que chegam a comprometer atividades básicas, como o registro de ocorrências e o andamento de investigações. “Em matéria veiculada pela BandNews, após reclamação do Sindep durante agenda oficial do governo no dia 19/08,  ocasião em que o então vice-governador foi questionado sobre o tema , não houve apresentação de uma resposta plausível.” Casos concretos evidenciam o cenário crítico: transmissões de medidas protetivas que levavam mais de uma hora para serem concluídas, isso quando o sistema não caía durante o processo, exigindo reinício. Outro ponto recorrente de reclamação foi a autenticação em duas etapas, que, embora importante para a segurança, se tornou mais um fator de instabilidade diante da incapacidade do sistema de suportar o volume de acessos.

A suspensão da integração ocorreu justamente porque o sistema não suportou a demanda  “abriu o bico” antes mesmo de atingir metade da capacidade prevista. O receio do Sindep é que essa paralisação se torne definitiva, fazendo com que a Polícia Civil perca uma oportunidade estratégica de modernização e avanço tecnológico.

A situação expõe a fragilidade estrutural e a falta de investimento adequado por parte do Governo do Estado. A tecnologia, que deveria ser uma aliada na eficiência da segurança pública, tem se transformado em um obstáculo diário para os servidores.

Além disso, há preocupação com o desperdício de recursos públicos: diversas unidades receberam kits de hardware destinados à integração dos sistemas. Sem a devida implementação, esses equipamentos correm o risco de se tornarem obsoletos em pouco tempo.

O Sindep reforça que seguirá cobrando providências urgentes para a estabilização dos sistemas e investimentos reais em infraestrutura tecnológica, condição indispensável para o pleno funcionamento da Polícia Civil e para a garantia de um serviço eficiente à população mineira.

“Não é possível tratar tecnologia como algo secundário. Hoje, o sistema que deveria dar agilidade virou o principal entrave da atividade policial.”  Marcelo Horta, presidente do Sindep/MG.


 
 
 

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