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Explosivos e armas guardados de forma irregular são encontrados em delegacia na Grande BH

  • 9 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

Uma fiscalização conduzida pelo Sindicato dos Escrivães e Oficiais Investigadores de Polícia de Minas Gerais (Sindep-MG) revelou uma realidade preocupante no funcionamento da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG): o armazenamento indevido de artefatos apreendidos. Em ação realizada na última terça-feira (25), os agentes encontraram armas, drogas e caixas com fogos de artifício, além de outros explosivos, guardados sem o devido condicionamento em salas de uma unidade policial da Grande Belo Horizonte.


A ação ocorre após a repercussão do caso em que uma servidora pública da PCMG passou a ser investigada por 220 armas de fogo da 1ª Delegacia do Barreiro, em BH. Vanessa de Lima Figueiredo foi indiciada nesta quinta-feira (27).

De acordo com Marcelo Horta, presidente do Sindep, cenários como esse são comuns em outras delegacias de BH e Região Metropolitana. Os materiais foram deixados amontoados em uma sala, sem nenhum tipo de ordenação ou monitoramento.


“Nós encontramos lá diversos fogos de artifícios acondicionados numa sala não apropriada, o que pode colocar em risco a inetgridade física dos policiais. São materiais diversos: pedaços de ferro, pedaços de armas; todo tipo de material apreendido em cenas de crime”, afirma.


Segundo o presidente, a situação é considerada irregular, já que os materiais deveriam estar armazenados em uma Central de Custódia. “As Centrais de Custódia são prédios devidamente planejados, com toda uma logiística organizada para a guarda dos vestígios criminais”, explica.

O Artigo 158 da Lei 13.964, de 2019, estabelece que “todos os Institutos de Criminalística deverão ter uma central de custódia destinada à guarda e controle dos vestígios, e sua gestão deve ser vinculada diretamente ao órgão central de perícia oficial de natureza criminal”.

O Sindep denuncia que os policiais acabam guardando os itens de forma inadequada, pois não possuem a estrutura necessária para o armazenamento dos artefatos apreendidos. “Os policiais acabam tendo que deixar isso nas delegacias, porque realmente não tem um espaço onde eles possam guardar”, diz o presidente.


“Desde 2020, o Sindicato dos Escrivães tem lutado para que o governo invista na construção dessa Central de Custódia, mas infelizmente o que a gente ten acompanhado é a utilização de locais precários e improvisados para substituir esse local apropriado”, reitera Marcelo.

O BHAZ procurou a Polícia Civil de Minas Gerais e aguarda retorno.



 
 
 

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