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Setembro Amarelo e a Crise da Saúde Mental na Polícia Civil de Minas Gerais

  • 2 de out. de 2025
  • 2 min de leitura


Sobrecarga de trabalho, assédio moral, estrutura precária e falta de assistência psicológica


Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio e promoção da saúde mental, escancara uma realidade alarmante e, muitas vezes, negligenciada: o adoecimento psíquico de policiais civis em Minas Gerais. Até novembro de 2024, já havia chegado ao nosso conhecimento nove casos de autoextermínio entre servidores da Polícia Civil — número que não apenas choca, mas exige resposta imediata do Governo do Estado e da chefia da instituição.

A rotina extenuante, a carência de efetivo, o acúmulo de tarefas, a falta de assistência psicológica efetiva e as denúncias recorrentes de assédio moral contribuem para o cenário de esgotamento físico e mental entre os profissionais da segurança pública. Muitos desses agentes adoecem em silêncio, temendo represálias, punições e até a aposentadoria compulsória por invalidez — vista, injustamente, como penalização por sua condição de saúde.

Em resposta ao agravamento do quadro, o Sindep elaborou 22 propostas concretas para enfrentamento da crise de saúde mental no âmbito da Polícia Civil. Entre elas, destacam-se:

  • A criação de protocolos de atendimento e reabilitação psicológica para policiais;

  • A suspensão de processos administrativos e criminais durante o período de adoecimento psíquico;

  • A convocação de psicólogos excedentes do último concurso;

  • A regionalização das perícias médicas, evitando deslocamentos exaustivos até a capital;

  • A implementação de escalas humanizadas e melhorias estruturais nos ambientes de trabalho;

  • E a urgência em adotar uma política remuneratória digna, que valorize e preserve o servidor público.

Apesar de ações pontuais adotadas pela gestão, a complexidade e gravidade da crise revelam que elas ainda são insuficientes. A cada nova perda, reforça-se o grito por mudanças profundas e humanizadas, que respeitem o servidor como ser humano — e não como apenas mais um número na estatística.

Neste Setembro Amarelo, a pauta vai além da conscientização: é um pedido de socorro coletivo por dignidade, escuta e ação. A saúde mental dos nossos policiais civis não pode esperar.

Assista a matéria completa no nosso canal do youtube.

 
 
 

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