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Da Engenharia à Investigação: a trajetória de André Dias de Freitas na Polícia Civil

  • há 14 horas
  • 3 min de leitura

 Disciplina, apoio familiar e vocação para o serviço público marcam a caminhada de um profissional que encontrou na carreira policial seu propósito

A história de André Dias de Freitas, 41 anos, é um exemplo claro de mudança de rota com propósito e determinação. Casado e pai de Henrique e Helena, ele construiu uma sólida formação acadêmica antes de ingressar na Polícia Civil. É graduado em Engenharia Civil, tecnólogo em Construção de Edifícios e possui pós-graduação em Construções Sustentáveis e Projetos Arquitetônicos. Atualmente, cursa Direito, com o objetivo de se aprimorar tecnicamente e avançar na carreira policial, mirando o cargo de Delegado de Polícia.

Apesar da formação na área de exatas, André decidiu não seguir a profissão e optou por direcionar sua trajetória ao serviço público. A virada aconteceu com foco na estabilidade familiar e no desejo de exercer uma função com impacto direto na sociedade.

Sua entrada na Polícia Civil ocorreu em junho de 2023, quando foi nomeado na segunda chamada do concurso. A conquista foi resultado de uma preparação intensa iniciada em 2021, período em que ainda trabalhava no IBGE. Inicialmente focado na Polícia Penal, André mudou completamente sua estratégia após a publicação do edital da Polícia Civil de Minas Gerais, em outubro daquele ano.

Com apenas dois meses até a prova e diante de um conteúdo extenso, tomou uma decisão firme: mergulhar integralmente nos estudos. Com o apoio fundamental da esposa, que assumiu os cuidados com os filhos pequenos, à época com 1 ano e 9 meses e 7 meses , ele estabeleceu uma rotina rigorosa. Trabalhava pela manhã e estudava diariamente das 14h até meia-noite, sem exceções.

O esforço trouxe resultados expressivos: foi aprovado tanto para os cargos de organização da burocracia policial quanto de investigador, alcançando 47 pontos em 60, em um concurso com mais de 48 mil inscritos. Mais do que a aprovação, o processo consolidou valores que carrega até hoje: disciplina, resiliência e foco.

A escolha pela função de organização da burocracia policial veio da compreensão da importância estratégica do cargo dentro da investigação. Para André, não se trata apenas de formalizar atos, mas de garantir que todo o trabalho policial tenha validade jurídica, com precisão e responsabilidade.

O início da carreira foi marcado por desafios significativos. A alta demanda e o efetivo reduzido exigiram rápida adaptação e postura proativa. Além das atribuições cartorárias, passou a assumir atividades operacionais, como cumprimento de intimações e apoio direto em investigações, especialmente após a ausência de profissional na função investigativa em sua unidade. Essa vivência ampliou sua visão sobre a atividade policial e fortaleceu sua atuação prática.

A rotina, segundo ele, está longe de ser previsível. A atividade exige organização, domínio técnico e capacidade de lidar com demandas urgentes, sempre com rigor jurídico. Cada procedimento conduzido impacta diretamente na qualidade da investigação e na confiança da sociedade no trabalho da Polícia Civil.

Para André, o aspecto mais marcante da profissão é contribuir para a elucidação de crimes e oferecer respostas concretas à sociedade. É nesse retorno que encontra o sentido do trabalho que realiza diariamente.

Sobre o papel do sindicato, ele destaca a importância da atuação firme na defesa dos direitos da categoria e na busca por valorização e melhores condições de trabalho. Também ressalta que a integração entre as funções policiais já é uma realidade prática e essencial para a eficiência das investigações.

Na visão dele, a perspectiva do Oficial Investigador de Polícia representa uma evolução natural da carreira, com potencial para otimizar recursos humanos e tornar a atuação mais dinâmica, sem abrir mão da legalidade e da qualidade dos procedimentos.

Olhando para o futuro, André acredita em uma Polícia Civil mais integrada, valorizada e fortalecida. A carreira, segundo ele, já passou por mudanças significativas e tende a evoluir ainda mais.

A quem deseja seguir esse caminho, deixa um recado direto: disciplina, organização e responsabilidade são indispensáveis. A carreira exige preparo técnico, equilíbrio emocional e compromisso com o serviço público.

Fora da delegacia, André mantém como prioridade a família, buscando equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. E reconhece: foi justamente esse apoio familiar, especialmente de sua esposa, que tornou possível sua aprovação e segue sendo a base de sua trajetória.

A história de André é, acima de tudo, um retrato de escolhas conscientes, esforço contínuo e compromisso com a missão de servir à sociedade.


 
 
 

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