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Crime organizado sai do interior de MG e vai para a capital’, diz presidente do Sindep

  • 18 de nov.
  • 2 min de leitura

Crime organizado sai do interior de MG e vai para a capital’, diz presidente do Sindep



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Enquanto no Rio e em São Paulo o crime organizado migra das capitais para o interior, em Minas, o movimento seria o contrário: facções se estruturam em cidades menores e avançam sobre a capital. A avaliação do cenário é do presidente do Sindicato dos Escrivães da Polícia Civil (Sindep-MG), Marcelo Horta, que associa o fenômeno à falta de investimento e integração entre as forças de segurança. O representante da categoria falou sobre o tema durante entrevista ao programa Café com Política, exibido no canal no YouTube de O TEMPO nesta terça-feira (11/11).

Conforme Horta, Minas Gerais sempre foi colocado como um dos estados mais seguros, entretanto, a falta de investimento em segurança pública estaria contribuindo para o aumento da criminalidade. Ele explica que, diferentemente do que ocorre em São Paulo e no Rio de Janeiro, as organizações criminosas estão presentes no interior de Minas e migrando para a capital.


“Normalmente, lá no Rio e São Paulo, eles saíram da capital para o interior. Aqui no estado de Minas Gerais, o que a gente tem observado é que eles estão se organizando no interior e vindo para a capital. Então, esse é o grande risco que nós estamos correndo hoje. O crime está se organizando e as polícias estão sendo sucateadas, principalmente nesses últimos governos”, afirma.


O representante dos escrivães de Minas acredita que a Polícia Civil está preparada para lidar com o avanço das facções no estado, entretanto, reforça a necessidade de melhora na infraestrutura, assim como na integração das forças de segurança. Ele lembra da PEC da  Segurança Pública, enviada ao Congresso Nacional pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que prevê essa articulação. Entretanto, ressalta que as categorias de segurança pública não teriam sido ouvidas para elaboração da proposta.


“O crime é organizado, mas as forças de segurança pública não estão articuladas. Não existe uma regulamentação nacional que articule essas forças todas”, diz. “(A PEC) foi construída sem a participação das pessoas que estão envolvidas com a segurança pública. Não se ouviu as entidades, não se ouviu os profissionais. A articulação nacional é fundamental para que a gente combata o crime organizado, que está articulado nacionalmente.”

Durante o Café com Política, Horta ainda teceu críticas às isenções fiscais cedidas pelo governador Romeu Zema (Novo) à empresas. Na avaliação do presidente do Sindep, os recursos que o Estado deixa de receber com os benefícios poderiam ser utilizados para investimento em segurança pública.

“Nós sabemos que o volume de isenção fiscal do governo é um dos maiores. O volume de isenção fiscal de Minas Gerais daria para pagar aumentos para a polícia tranquilamente, ainda sobraria recurso. A questão aqui é de escolha. Governar é fazer escolha. O governo prefere não pagar sequer a inflação aos trabalhadores e, na outra ponta, dá isenção fiscal aos amigos do governador”, afirma.

 
 
 

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